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Porque você (e sua empresa) precisam (mesmo!) de um arquiteto de informação

Olá pessoal que curte os posts do Nerds-On, meu objetivo é mostrar porque você e sua empresa precisam do trabalho de um arquiteto de informação.

Vamos fazer assim, leiam as afirmações abaixo, caso alguma delas seja verdadeira  em um contexto que envolva a sua empresa ou a empresa em que você trabalha (encaminhe este artigo para o seu chefe ler também, ele vai lhe agradecer mais tarde), então é porque tem grandes chances de você precisar um arquiteto de informação e ainda não saber disso. Vamos lá:

– É comum os usuários de nossos softwares  criticarem a disposição dos itens de menu e a dificuldade para encontrar o que precisam com rapidez e intuição. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Meu website é completo, cheio de informações, mas costumo receber dúvidas e questionamentos sobre informações que já se encontram no site, mas o usuários não conseguem achar.  (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Outros softwares/sites do mesmo segmento tem mais clientes, apesar de meu software/site dispor de recursos e conteúdo mais interessante.  (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Preciso de uma interface mais atual em comparação com o que existe no mercado. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Não sei se a quantidade de opções que nosso software tem está bem distribuída e de fácil acesso. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

Para compreender melhor a função de um arquiteto de informação e porque sua empresa vai precisar de um profissional como este, podemos fazer uma comparação direta com um arquiteto (arquiteto mesmo, destes envolvidos em construção, decoração, etc). Os arquitetos são responsáveis por definir a organização de uma estrutura física, focando desde a apresentação externa, a praticidade e conforto de um ambiente interno, e o propósito que este ambiente deve atender (um prédio comercial tem a disposição dos cômodos diferenciada em relação a um prédio para moradia).

Um arquiteto de informação é responsável por definir a apresentação, a organização e a disposição dos recursos para que sejam acessíveis com facilidade dentro de um sistema de informação (software), é o profissional adequado para definir como seu sistema deve ser apresentado para os usuários e como seu website/software deve ser atrativo para conquistar cada vez mais page views! Mais uma vez, assim como um arquiteto deve tornar um ambiente atrativo e confortável para que as pessoas permaneçam o máximo de tempo nele, podemos dizer que o arquiteto de informação deve fazer o mesmo com o seu sistema ou website.

Realmente preciso de um arquiteto de informação, mas como ele trabalha?
O arquiteto de informação primeiramente deve se preocupar em saber qual o objetivo do seu cliente: aumentar a quantidade de visitantes do seu website, facilicar o processo de vendas de sua loja virtual, reestruturar a intranet de sua empresa feita a mais de 15 anos, onde ninguém encontra nada, definir a usabilidade do seu sistema de apresentação de slides online, definir as interface de um novo software em desenvolvimento, o objetivo pode variar muito de acordo com a necessidade.

Definido o objetivo, o arquiteto de informaçao monta um briefing (que é o documento utilizado para acordar o que deve ser entregue pelo arquiteto de informação) e com base em métodos (card-sorting, taxonomia, análise de estatísticas, sketches, etc) e ferramentas (Axure, Fireworks, Google Analytics, Xenu, etc) o arquiteto dá início a seu trabalho.

Uma das atividades principais do arquiteto de informação é mapear toda a informação (conteúdos, funcionaliades, recursos, links, etc) e entregar um mapa com a informação analisada e reclassificada para que possa ser aplicada pelo desenvolvedor. Podemos tomar como exemplo um software que no decorrer dos anos foi agregando muitas telas e recursos – o arquiteto de informação vai procurar conhecer estes recursos e classificá-los de maneira que os usuários as encontrem facilmente. Para isso, o arquiteto de informação não se baseia apenas em seu feeling sobre como classificar os itens, é necessário considerar contextos culturais e sociais (um software específico para uma determinada área, que atenda uma determinada profissão pode ter a classificações a nomenclaturas das informações diferenciadas do que um portal de informações gerais na internet).

Quando envolvido desde o início do projeto, o arquiteto de informação trabalha “de dentro pra fora” sendo que visual e design são as camadas mais externas, e portanto, são as últimas a serem tratadas.

O arquiteto de informação não é necessariamente um desenvolvedor ou um web-designer, mas é bem comum vermos arquitetos que determinam também estas funções, devido a proximidade com que estes papéis trabalham dentro de um projeto de desenvolvimento (deve-se haver sempre o cuidado de não exercer as funções ao mesmo tempo (definição vem antes de implementação), para que o entregável final atenda o objetivo inicial do mapa definido pelo arquiteto). Vale lembrar também que outros papéis (como um arquiteto de conhecimento, projetista, analista de sistemas) com conhecimento em boas práticas em arquitetura de informação dão suporte ao desenvolvimento de interfaces que facilitam o fluxo de informação útil e relevante para o usuário final.

Diagrama de garret

O arquiteto de informação é um profissional que não trabalha sozinho, boa parte de suas atividades para determinar a classificação e usabilidade, está voltada a ouvir os usuários e testar suas experiencias com os modelos de navegação propostos, além de entrevistar os usuários para conhecer termos e nomenclaturas especificas a área atendida. Assim o arquiteto tem mais conhecimento específico da área onde vai atuar e poder decidir se vai tratar a classificação das informações de forma geral ou específica .

O que o arquiteto vai entregar em um projeto de desenvolvimento de software/website?
O arquiteto de informação fica responsável por diversos entregáveis, no momento de fazer o briefing é interessante você como cliente pedir que o arquiteto deixe claro quais entregáveis estarão disponíveis no decorrer do projeto, assim você criar um cronograma de validação e acompanhar o desenvolvimento destes entregáveis:
Os entregáveis mais comuns são estes:

  • Inventário de conteúdo: mapeamento de tudo que existe ou deverá existir na aplicação;
  • Resultado das entrevistas e questionários com usuários;
  • Modelo mental com a reclassificação do inventário de conteúdo;
  • Sitegrama / diagrama de navegação;
  • Wireframes;

Projetando uma vaca: as etapas de um wireframe
Vale a pena?
Como arquiteto de informação, meu papel aqui óbviamente é mostrar que contar com um arquiteto de informação pode ser um diferencial para se obter sucesso com sua aplicaçao, da mesma maneira que introduzi o assunto com afirmações em relação as necessidades que um arquiteto de informação pode suprir, vou encerrer com uma série de afirmações que reforçam o papel deste prossional:
– Sua aplicação vai entrar no mercado com uma apresentação mais coerente e até mais forte com em relação a concorrência;
– Os usuários terão facilidade para encontrar o que precisam, sem menus complicados ou que não fazem sentido;
– Sua site vai estar melhor indexado no Google, tendo mais visualizações;
– Sua empresa terá uma baixa considerável em atendimentos através do Suporte/Help Desk por dúvidas no uso de sua aplicação, reduzindo custos;
– Seus designers de interface/desenvolvedores não terão dúvidas em como construir as interfaces devido ao padrão que foi estabelecido;

Por hoje é só pessoal, espero que tenham curtido!

Fontes:
http://www.jjg.net/ia/
http://iainstitute.org
http://webinsider.uol.com.br/2003/11/06/arquitetura-de-informacao-que-diabo-e-isso-1/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_de_informa%C3%A7%C3%A3o

Autor: Tiago Booz

Rude, sarcástico, tenho uma nuvem negra em cima da cabeça. Cuidado ao se aproximar! Analista de sistemas, gamer, colecionador de quadrinhos, cosmopolita. Blumenau, Brazil · http://twitter.com/city_hawk http://meadiciona.com/city_hawk