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Agarre as rédeas da sua carreira agora!

Se você pudesse dar apenas um conselho sobre carreira para seu melhor amigo, qual seria? No meu caso, o primeiro e mais importante é: “agarre as rédeas da sua carreira AGORA”. E leia este “agora” em letras maiúsculas com toda a ênfase que puder, porque ele tem o mesmo significado quer você tenha 15, 30 ou 50 anos.

“Mas isto é óbvio”, você deve estar pensando neste momento. “Como posso eu não estar no comando da minha própria carreira?”. Ano após ano observo que quanto mais óbvia pareça esta afirmação, mais ela é negligenciada nas nossas vidas profissionais, do estagiário ao diretor. Neste artigo vou explorar algumas lições que aprendi durante minha carreira, e as quais busco aplicar conscientemente.

Lição 1: tenha uma visão clara de carreira (no mínimo) para 5 anos.

O que você vai ser quando crescer?! Sim, você! Esta pergunta geralmente é feita para as crianças, mas se aplica para qualquer momento da sua vida, ficando mais dramática com o passar dos anos. Não espere que esta resposta venha de algum lugar que não seja de você mesmo. Desde que comecei minha vida profissional, e de forma mais intensa nos últimos anos, procuro manter uma visão de médio prazo (cinco anos) da minha carreira, e lhe garanto que somente o fato de estabelecer uma visão por si só é algo poderoso. Procure projetar uma visão de você daqui a cinco anos: o que você estará fazendo? Onde estará morando? Como imagina o seu dia-a-dia? Antes de pensar no “como”, pense no “o quê”. Praticamente todas as visões de carreira que estabeleci para mim se realizaram em menos tempo do que eu esperava, e por caminhos nem sempre previstos. 

Lição 2: comece o quanto antes a trabalhar.

Munido de sua visão, coloque-a em prática. Aliás, mesmo que você não queira, o simples fato de ter uma visão fará com que sutilmente suas ações se dirijam para a realização dela. Se você ainda não estiver empregado, começar a trabalhar é uma excelente alternativa. Hoje em dia é comum encontrar pessoas com seus 25 anos de idade, com pós-graduação, e sem nenhuma experiência profissional. Considero isto trágico e pretendo entrar neste tema em um artigo mais adiante. Alguns argumentam de que passar anos “afiando o machado” ajuda a dar um golpe certeiro. Eu defendo que começar a golpear o mais cedo possível é que lhe ajudará a ser um bom lenhador, ou acabará com um machado afiado que nunca foi usado. Pense comigo: se você estivesse buscando um analista de sistemas para sua empresa, iria preferir uma pessoa de 25 anos pós-graduada sem experiência, ou um sujeito de 25 anos, somente com graduação e 5 anos de experiência? Não precisa responder.

Lição 3: deixe sua visão de carreira clara para sua empresa, e busque alinhamento.

Se você já estiver no mercado, o cenário é outro. Considero absolutamente crucial deixar a sua visão de carreira clara para sua empresa, e compreender como as duas coisas se encaixam. Uma das melhores coisas da carreira (acima do salário, na minha opinião) é perceber que estamos no caminho de realizar nossos objetivos. Se isto puder ocorrer na sua empresa atual, melhor ainda. Seu líder deve (se ele for um líder de fato) ser capaz de lhe responder de forma objetiva se sua visão de carreira está alinhada ou não com a empresa. Note que não estou falando necessariamente de prazos ou ultimatos aqui, e neste ponto é bom controlar a ansiedade e não perder a objetividade.

Se você é programador e deseja ser analista em, digamos, quatro anos, pergunte objetivamente para seu líder o que você precisa fazer (estudar, entregar, etc.) para atingir este objetivo. Note que a evolução na carreira raramente ocorre somente por questões técnicas, mas principalmente pelas comportamentais (novamente, isto é assunto para outro artigo). Esteja preparado para receber uma resposta viável, mas também para perceber que pode não ocorrer no tempo que você espera ou na empresa atual. Só não esteja disposto a ficar sem resposta.

Lição 4: caso não perceba alinhamento de sua visão com a estratégia da empresa, fique de olho no mercado.

Em um cenário otimista, neste ponto da história você estará com expectativas mais claras em relação à sua empresa atual, e se for uma direção positiva, trate de buscar os resultados e avanços que irão confirmar estas expectativas. Costumo dizer que em uma relação profissional, nem a empresa e nem você estão ali para trocar favores; vivemos de resultados. Faz parte da maturidade de uma empresa conseguir, dentro de suas possibilidades, engajar as visões de carreira de seus colaboradores dentro de sua estratégia. Se sua empresa não é capaz disto, mau sinal.

Mas não podemos deixar de pensar em um cenário pessimista: aquele em que você não percebe a sua visão de carreira sendo realizada dentro da sua empresa. Neste caso, coloque-se no mercado. Não o faça de forma arrogante ou depreciativa com sua empresa. Deixe claro para a sua liderança que não vê sua visão de carreira sendo realizada na empresa, e que está “de olho no mercado”.

Lição 5: se quer crescer profissionalmente, não coloque o salário no topo da lista de prioridades.

Neste momento, é importante comentarmos sobre ansiedade. Tenho a impressão de que cada nova geração que entra no mercado chega com uma dose maior de ansiedade e impaciência. Todos queremos crescer em responsabilidades e financeiramente, mas saiba que existem momentos onde devemos recuar para tomar impulso. Se você colocar o salário no topo da sua lista, acabará tomando decisões precipitadas, “saltando de galho em galho” por ninharias, e perdendo as reais oportunidades de crescimento sustentado.

Neste momento, avalie tudo que foi dito acima e me diga se as rédeas de sua carreira estão de fato nas suas mãos. O que você quer ser quando crescer?

Autor: Marco Alan Rotta

A sinceridade em pessoa...

5 pensamentos sobre “Agarre as rédeas da sua carreira agora!

  1. Parabéns pelo artigo Rotta. A gente aprende muita coisa chutando a quina da cama, tomara que os que lêem este artigo possam absorver e dar o menor número de chutes na quina da cama possível.

    Ler, escutar e observar sobre carreira é muito útil para quem quer construí-la com sucesso.

  2. Parabéns Marco!

    Achei muito legal, principalmente no que se refere a uma relação objetiva entre funcionário e empresa, pois nada dá mais segurança aos lideres do que um funcionário com clareza dos próprios objetivos. Não devemos colocar o salário acima de tudo, agora tenham certeza de que um salário adequado faz você trabalhar feliz e faz com que a empresa respeite as tarefas que ela delega a você.

    abraço!

  3. Você resumiu bem quando fala de “relação objetiva” Leonardo. Sobre salário, a velha polêmica. O que aprendi nestes anos foi de que ele não sustenta relação profissional alguma se outros pontos estiverem com problemas. Se não for este o caso, um aumento de salário com certeza é um motivador, pois demonstra o crescimento e é sempre bem-vindo.

  4. Acho o tema bem polêmico, principalmente a lição 5 que no meu ponto de vista é o principal causador da alta rotatividade na nossa área hoje.

    Não digo que salário não é importante, mas uma grande oportunidade de crescimento é pra mim o principal motivador para me manter em uma organização.

    O que pode me desmotivar é o fato dessa oportunidade de crescimento se transformar em crescimento real e o profissional se destacar pelo seu trabalho e o reconhecimento financeiro não acompanhar o reconhecimento profissional.

    Nada mais justo que ambos(reconhecimento profissional e financeiro) andarem em harmonia.

    • Perfeito. Já fui Coordenador de Desenvolvimento ganhando salário de Programador Pleno. Aguentei 1 ano, como o financeiro não mudou, pulei fora.