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Testes de regressão, você está fazendo certo?

Em meu primeiro post no Nerds-On falarei sobre Testes de Regressão que é um tipo de teste de software. Dentre todos os tipos existentes eu o considero um dos mais importantes, acho que por isso venho percebendo que ele não está sendo utilizado adequadamente.

Em uma definição livre, entendo que os testes de regressão são executados para garantir que uma funcionalidade ou parte do software já testado, continue funcionando após o mesmo sofrer alguma implementação ou manutenção.
É neste ponto que o teste de regressão se mostra muito importante para a garantia da qualidade do software entregue, pois poderemos evitar que uma funcionalidade que o cliente já utiliza não deixe de funcionar uma vez que o software sofra uma atualização de versão, evitando transtornos e desgastes junto ao cliente.

Outra definição para testes de regressão retirada do glossário de termos do ISTQB diz o seguinte:

Teste realizado em um programa previamente testado após alguma modificação feita e com a finalidade de assegurar que defeitos não tenham sido introduzidos ou mascarados nas áreas não alteradas do software como resultado da referida modificação. Este teste é realizado quando o software ou seu ambiente é alterado.

Agora surgem algumas perguntas a você leitor do blog, a sua equipe de desenvolvimento está executando testes de regressão? Você está fazendo certo?

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Automação de testes – 7 passos para o sucesso!

Hoje vou apresentar para você leitor um pouco sobre a minha vivência em automação de testes, mais especificamente os primeiros passos para automação de testes funcionais.

Posso dizer que automatizar os testes funcionais nos dias de hoje é essencial para o sucesso e a qualidade de um produto de software, mas para implantar a automação de testes funcionais em uma organização é necessário um estudo e um planejamento para que o mesmo ocorra com sucesso.

Nos parágrafos seguintes estarei apresentando os primeiros passos que você deve analisar e estudar antes de mergulhar no mundo da automação de testes.

1° Passo – Apoio da liderança

liderança

O apoio da liderança é o primeiro passo para que a automação de testes ocorra em uma organização, pois sem ela você não terá forças nem recursos para dar inicio a um projeto de automação de testes. A implantação de testes automatizados requer o investimento de recursos financeiros e humanos, sendo estes obtidos apenas com o consenso da liderança.

A grande dúvida neste passo é: como conseguir a confiança e o apoio da liderança? Para isso você precisa ter um embasamento teórico sobre automação muito forte para conseguir demonstrar com números e estatísticas que a automação trará benefícios suficientemente grandes para tal investimento.

– Onde devo procurar esse conhecimento para convencer meus líderes?

As empresas que vendem ferramentas de automação de testes tem muito material que pode ser estudado e apresentando como benefícios da automação de testes funcionais aos seus líderes. Um exemplo é a Smartbear que, como ajuda aos profissionais da área de teste que querem implantar automação de testes na organização onde trabalham, disponibilizam um material contendo uma lista de benefícios que a implantação de uma ferramenta de automação pode trazer.

Posso listar alguns desses benefícios:

  • Acelerar os testes de um roteiro em vários navegadores
  • Retorno rápido de resultados de falhas no sistema, agilizando o processo de correção
  • Encontrar bugs mais cedo e aumentar a cobertura de testes
  • Executar testes mais rápido que um ser humano
  • Reutilização de testes

Existem muitos outros benefícios que a implantação da automação de testes pode nos trazer, mas isso posso aprofundar em um artigo exclusivo para isso. Continuar lendo


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Feedback sem exemplo não é feedback

O título deste artigo pode pressupor muitas coisas, então logo de cara quero esclarecer que falarei sobre feedback, e sobre o poder que uma certa frase tem no resultado. O assunto é amplamente estudado e comentado, geralmente por gente com muito mais experiência e propriedade do que este autor, mas gostaria de explorar aqui algumas experiências.

Se você é líder ou liderado – e geralmente somos ambos – em algum momento da sua carreira (espero que em muitos!) deve ter dado ou recebido feedback. Sem medo de errar, lamento informar que algumas destas situações não foram um feedback. Um feedback cujo principal motivador não seja que o receptor possa saber onde está acertando e entender claramente onde deve melhorar, não merece este nome. Não se assuste ao perceber que muita gente chama de feedback meros eventos para descarregar sua ansiedade, para xingar, para desabafar ou para puxar o saco. Nada disto é feedback. Continuar lendo


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Processos, geradores de evidências!

Hoje vou abordar a implantação de processos e modelos de práticas de mercado como CMMI, MPS.BR, entre outros. Existem inúmeros modelos atualmente no mercado, uns mais robustos e outros mais enxutos, mas todos eles têm como objetivo melhorar o processo de desenvolvimento das empresas e como consequência aumentar a qualidade do produto final.

Para você modelar um processo não necessariamente precisa atender todas as práticas que o modelo exige, você pode usar um ou mais modelos apenas como base para desenhar um processo com as melhores práticas necessárias para sua organização.

Este é o momento onde você deve levantar a estrutura de negócio de sua organização e comparar com as práticas dos modelos para conseguir escolher o que trará mais benefício ao seu produto final.

Porém se você tem como objetivo da implantação deste processo certificar a sua organização em um modelo, você deve ter alguns cuidados ao escolher o modelo que deseja adquirir o selo de maturidade.

Neste caso busque o modelo que possui as práticas mais benéficas ao seu produto, ou dentro de um modelo estude as áreas de processo que são mais deficientes e que são primordiais para o seu negócio e implemente essas áreas.

Os modelos apresentam um conjunto de melhores práticas separadas por áreas de processo para servir de referência na modelagem dos processos das organizações.

Níveis de maturidade em modelos são associados a categorias e áreas de processo exclusivas para cada nível. É através da implantação das práticas e metas descritas para as áreas de processo associadas a um nível que capacita a organização a atingir este nível de maturidade do modelo. Sendo que os níveis são sequencias e dependentes, ou seja, para adquirir o selo de um nível, obrigatoriamente deve-se atender a todos os níveis anteriores. Continuar lendo


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Porque você (e sua empresa) precisam (mesmo!) de um arquiteto de informação

Olá pessoal que curte os posts do Nerds-On, meu objetivo é mostrar porque você e sua empresa precisam do trabalho de um arquiteto de informação.

Vamos fazer assim, leiam as afirmações abaixo, caso alguma delas seja verdadeira  em um contexto que envolva a sua empresa ou a empresa em que você trabalha (encaminhe este artigo para o seu chefe ler também, ele vai lhe agradecer mais tarde), então é porque tem grandes chances de você precisar um arquiteto de informação e ainda não saber disso. Vamos lá:

– É comum os usuários de nossos softwares  criticarem a disposição dos itens de menu e a dificuldade para encontrar o que precisam com rapidez e intuição. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Meu website é completo, cheio de informações, mas costumo receber dúvidas e questionamentos sobre informações que já se encontram no site, mas o usuários não conseguem achar.  (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Outros softwares/sites do mesmo segmento tem mais clientes, apesar de meu software/site dispor de recursos e conteúdo mais interessante.  (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Preciso de uma interface mais atual em comparação com o que existe no mercado. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

– Não sei se a quantidade de opções que nosso software tem está bem distribuída e de fácil acesso. (   ) Verdadeiro (   ) Falso;

Para compreender melhor a função de um arquiteto de informação e porque sua empresa vai precisar de um profissional como este, podemos fazer uma comparação direta com um arquiteto (arquiteto mesmo, destes envolvidos em construção, decoração, etc). Os arquitetos são responsáveis por definir a organização de uma estrutura física, focando desde a apresentação externa, a praticidade e conforto de um ambiente interno, e o propósito que este ambiente deve atender (um prédio comercial tem a disposição dos cômodos diferenciada em relação a um prédio para moradia). Continuar lendo